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4 - Suor e Sangue sobre o Vidro

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4 - Suor e Sangue sobre o Vidro

Mensagem por Ibuky em Qui Maio 14, 2009 10:51 pm

No dia que seguiu, nem a minha manhã foi calma... Hou fez a abertura de um dia, que seria bastante atípico, ao saltar de dentro de uma lixeira que ficava por um dos becos que eu sempre passava.

- Bom dia, menino do Tasuku.
- Que porra você fazia dentro da lata de lixo?!
- Nossa, que agressão gratuita é essa as 10:00 de uma bela manhã?
- Não tenho culpa se um rato pulou na minha frente...
- É assim que você trata um amigo que quer salvar sua vida? – ele fez uma voz fina ao dizer essa frase – Mas, voltando aos negócios... Já se tocou que está brincando com fogo?
- De certa forma... Você deveria ter simplesmente falado ‘Ele é um Yakuza’ desde o início.
- Pois se nem com as provas lambendo seu saco você as notou, seria meio inútil se eu, que não passo de lixo pra você, gastasse minha saliva tentando convence-lo, não acha?
-... Que dramático... – continuei a encará-lo.
- Mas... O que pretende fazer agora?
- Nada.
- Como assim ‘nada’?
- Nada, oras. Ele é só um Yakuza.
- Só um Yakuza?! Cara, ele quase deixou outro membro da máfia te espancar e você me diz ‘Ele é só um Yakuza’?!
- Aquilo foi uma ilusão causada pelo Uísque em excesso que eu bebi. – Acho que essa foi a mentira mais estúpida que já me contaram, e eu estava repassando ela.
- ... – Hou me olhou incrédulo... na verdade acho que qualquer um olharia daquele jeito – Eu desisto, juro que eu tentei, mas a malícia do Tasuku é mais forte que a minha. Só não me culpe se acabar morto com uma bala no meio da testa.

Ele subiu na lixeira e saltou por cima do muro como se fosse algo com menos de meio metro, um típico costume de gatuno, pensei eu. Tratei de seguir para o trabalho, quando me deparo com a porta do estabelecimento fechada e um pequeno bilhete grudado escrito em minha língua natal, Francês.

“Tive de sair com urgência, por favor, não abra a Casa. Use a chave de emergência que lhe dei.

Tasuku.”


Como o bilhete pedia, não abri a casa e o esperei até 16:00, quando retornou em um estado atípico: Sorria de forma anormal para seu ar sério, tinha o cabelo todo espalhado e o terno estava amarrotado.

- Você dormiu na rua?! – perguntei, assustado.
- Não, não!... Temos de comemorar! – Ele falava em um tom triunfante, como se não tivesse olhado em um espelho até agora.
- Por que?!
- Você descobrirá mais tarde, meu caro! – ele se esticou por cima do balcão e me beijou – Quero que venha até aqui as 19:30 hoje, ok?

Não tive tempo nem de dizer um simples ‘sim’, ele deu a volta no balcão e entrou cantarolando pela porta, para a qual eu estava de costas. Olhei ao redor para ver se ninguém estava gravando ou presenciando a cena... Juro que Tasuku me pareceu drogado naquele momento.

Como prometido, 19:00 estava me arrumando no meu apartamento... Coloquei o habitual terno negro com riscas de giz cinza. 19:30 lá estava eu...

- Tasuku?
- Pode subir até aqui, Victor.

A voz veio de longe, então deduzi que viesse do quarto dele. Abri a porta que ficava atrás do balcão e olhei uma longa e dourada escada-caracol ali. Admito que penei para subir tudo aqui – agora sabia como Tasuku mantinha a forma – e bati na porta, que foi aberta quase no mesmo segundo.

- Dois minutos adiantados, mas isso é bom – sorriu Tasuku, que vestia um kimono.
- Conhece minha pontualidade.
- Sim. Bem você deve estar se perguntando por que te chamei aqui, veja por si mesmo.

Entrei no quarto e logo notei o que tanto deixava ele entusiasmado: a laguna que ficava de fronte para o quarto dele estava rodilhada de vapor que parecia de vidro - devido a cor prata que possuía –, talvez fosse o simples reflexo da água, mas era realmente bonito.

- Mas é a primeira vez que a vejo fumegar, até achei que não fosse uma fonte termal como as outras... – comentei baixo, mas o suficiente para Tasuku escutar.
- É por isso que é especial: Ela só aquece quando a lava eleva o nível.
- Está me dizendo que o vulcão vai entrar em erupção?!
- Não – disse ele em seu tom displicente que usava quando se divertia com meu desespero – Não há perigo, apesar de ter subido, ela ainda está a pelo menos 30 quilômetros abaixo da terra.

Ele abriu o vidro que separava o quarto da laguna e deixou o vapor entrar.

- No banheiro tem uma toalha, se troque e venha dar um mergulho pra gente beber um pouco. – sem mais palavras, ele despiu o kimono e entrou na água fumegante.

Como eu não recusaria um banho quente a esta altura da noite, tirei as roupas, peguei a tal toalha e fui para a laguna. Ele estava encostado em uma pedra que havia bem no centro de toda a água.

- Aceita sakê? – ele me deu um copo e o encheu.

Como de praxe, passamos longas horas conversando e bebendo, Tasuku resolveu exagerar e bebeu uma garrafa inteira de sakê sozinho.

- Cara, acho que você é a primeira pessoa que eu deixo tomar banho aqui, sabia? – ele falava de forma lúcida, mas o rosto já estava vermelho e se inclinava para frente a quase todo minuto.
- É bom saber disso... – eu comecei a prestar mais atenção e pude notar que ele tinha, não uma ou duas, mas as costas inteira coberta por tatuagens.
- ... – Tasuku parou de se mexer – Gostou? São vários personagens da mitologia japonesa... Kirin, Dragão, Carpa, Oni*...
- Ah, me desculpe, eu não queri-
- Me achar gostoso? – ele riu
- Desculpe, eu... eu... – maldito olhar malicioso que ele tinha...
- Vamos parar com essa idiotice... – ele me olhava nos olhos, ou pelo menos tentava – Nós dois já somos adultos o suficiente pra resolver isso de maneira sensata: transando.
- Calma, calma! Acho que você bebeu um pouco de mais e perdeu a noção do que fala e... – ele me derrubou na parte rasa da laguna e se aproximou, agora me olhando diretamente nos olhos.
- O sakê pode me deixar com o rosto vermelho e me tirar um pouco do equilíbrio, mas uma coisa que ele jamais me tirou foi a lucidez... Vamos lá, transar bêbado nunca matou ninguém.

Depois desse comentário eu realmente não pude mais segurar nem ele nem eu, simplesmente o puxei e beijei-o por um bom tempo, mas Tasuku resolveu seguir pelo meu pescoço e parar no peito, onde começou a me morder nos mamilos.

- Isso dói, merda! – doía de fato, mas era o tipo de dor agradável...
- Fresco... – comentou baixinho continuou a sua ‘excursão’ pelo meu tórax.

Passou os beijos pela minha barriga, parou para fazer círculos de saliva no meu umbigo, e baixou um pouco a toalha que estava na minha cintura – não totalmente, só o suficiente para aparecer meu colo e baixo-ventre.

Mas, de supetão, o empurrei com as pernas para o lado e deitei sobre ele, fitando os olhos surpresos do asiático.

- Minha vez – sem muito ensaio, passei os dedos médio e indicador fortemente sobre os mamilos do meu ‘amigo’, fazendo-o soltar uma exclamação, não sei bem se de surpresa ou excitação, mas ele exclamou alto.

Como ele, segui uma trilha pela barriga com a minha boca, até chegar na toalha, a qual arranquei sem nenhuma cerimônia, exibindo um membro quase totalmente ereto.

- Perdeu a coragem, francês?! – Tasuku se recuperara do susto e me encarava com os olhos sarcásticos – Vai me chupar ou não vai?

Olhei bem para a expressão de vitória dele e depois para o membro, decidi que seria melhor chupar antes que ele simplesmente afundasse a minha cara de encontro ao propulsor de sêmen dele... Tasuku ficou aparentemente extasiado, soltando leves gemidos, o que fez despertar um formigamento no meu baixo-ventre. Parei por um momento e fitei-o.

- ...Está esperando o quê? – ele ia levantar, mas deitei-o novamente.
- Você não vai a lugar nenhum...
- o que você ta faze— !

O virei de barriga para baixo. Ele engoliu pela metade um gemido particularmente alto quando sentiu que eu o tinha ‘violado’.

- Argh! Sai daí!
- O que foi?!
- Idiota, não se mete assim em um... um...
- Vai dizer que é virgem?
- Por trás eu era até alguns segundos atrás – a voz dele saía em tons baixos e altos alternados
- Você não disse que era bissexual?
- Eu era o ativo, retardado!
- Ah...
- Agora que já começou, termina logo... – ele tremia um pouco na parte do ventre.

Tentei ser o mais delicado possível no que se precedeu, talvez não tenha me saído muito bem, mas Tasuku foi gentil em não me jogar isso na cara... Coloquei-o no meu colo para tentar amenizar a dor que ele sentia, e algum tempo depois, entre beijos e estímulos, senti o prazer de Tasuku escorrer pela minha barriga.

- Ser passivo não é tão ruim assim...

Ele desabou sobre mim, mas vermelho do que jamais o vi. Levei algum tempo pra recobrar os sentidos nas pernas e finalmente levantar carregando ele nos ombros. Tirei a coberta que estava sobre a cama e o coloquei ali, logo em seguida deitei, puxei a coberta sobre nós dois... E encarei aqueles olhos asiáticos, negros e desejosos. Acariciamos-nos e beijamos pelo resto da noite.

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* Demônio japonês

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